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FOTO: © AFP 2018 / Atta Kenare

Jihadistas reivindicam responsabilidade pelo sequestro de tropas de fronteira iranianas

Depois de quase uma semana de incertezas sobre o paradeiro de 12 funcionários da fronteira iraniana, chegou à luz que eles podem ter fugido pela fronteira para o vizinho Paquistão.

Informações compartilhadas Sputnik Brasil

Um grupo militante sunita assumiu a responsabilidade pelo sequestro de 12 guardas iranianos perto da fronteira do país com o Paquistão, informou a agência de notícias iraniana ISNA.

"O grupo terrorista Jaish al-Adl postou duas fotos… alegando que aquelas são as forças sequestradas em 16 de outubro", disse a ISNA.

As fotos parecem mostrar sete membros do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) e cinco policiais posicionados próximos um do outro. O porta-voz do IRGC, general Ramazan Sharif confirmou ao vivo os nomes dos sequestrados, acrescentando que o grupo islâmico atacou a polícia de fronteira do Irã várias vezes no ano passado, mas desta vez foi "bem sucedido".

Jaish al-Adl — que se traduz no "Exército da Justiça" — é um grupo insurgente que surgiu em 2012 e tem sede na província do Sistão-Baluchistão, no sudeste iraniano, compartilhando a fronteira com o Paquistão e o Afeganistão. O grupo assumiu o crédito por vários ataques contra civis iranianos e instalações militares ao longo dos anos.

De acordo com relatórios iranianos, a equipe da fronteira foi sequestrada perto da aldeia de Lulakdan, que fica a cerca de 150 quilômetros a sudeste de Zahedan, a capital do Sistão-Baluchistão.

A agência IRNA do Irã disse ao comandante do IRGC, general Mohammad Ali Jafari, que os homens foram "deixados inconscientes" por um "único infiltrado", posteriormente sequestrado e levado para bases secretas na fronteira com o Paquistão, despertando suspeitas de participção de autoridades de Islamabad com conhecimento do ataque.

Os militantes também compartilharam fotos de um grande depósito de armas, incluindo rifles e lançadores de foguetes, que aparentemente foram apreendidos de seus reféns iranianos.

FONTE: Sputnik Brasil
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